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O JUSTO VIVERÁ POR FÉ

O final de tudo é: O JUSTO VIVERÁ POR FÉ. Confia em Deus
Habacuque 1.1-4; 2.1; 3.2

Parecem bem os nossos dias. Ao ler o que descreve o profeta sobre os acontecimentos da nação, tem se a nítida impressão de que Habacuque está vivendo em nossos dias. Injustiça, violência, maldade crescente no coração do homem, o rico ficando mais rico, o pobre lutando para sobreviver. Os questionamentos do profeta são muito semelhantes aos questionamentos da sociedade atual. E ele começa a perguntar a Deus: Até quando vai se clamar ao Senhor e não se terá resposta.
Exatamente como acontece na atualidade.

Em um tempo assim, de aflições e sofrimentos, parece que Deus se emudece. A idéia que se tem é de que Deus se ausenta para um lugar muito distante, ou que os céus se tornam em bronze.  Porém, penso que Deus não emudece, mas se faz tardio nessa hora, porque se ele agisse diante da violência, e da crescente maldade do coração do homem, com certeza há essa hora, todos os seres humanos estariam destruídos. Desta forma, é para preservar o homem que Deus aguarda um tempo, não de distância, mas de silêncio; enquanto trabalha a favor de seu povo. No seu silêncio, o Senhor se mostra benigno para com o nosso frágil corpo.

Diante dos fatos, Habacuque não se apresenta simplesmente perante Deus, ele vai a Deus com queixas, reclamando, aflito e questionando: "Até quando o Senhor vai permanecer mudo? Até quando O Senhor verá a violência e não fará nada?" Todavia, Deus já estava agindo. Porém, não agia conforme a esperança do coração de Habacuque. O Senhor estava preparando uma nação para fazer juízo, para ser a mão do próprio Deus sobre a vida de Israel.

Às vezes, Deus permite levantarem-se adversários contra nós para nos tirar da inércia, para nos trazer de volta a razão. Para nos levar de volta à oração; levar a Igreja a buscá-lo de forma real e verdadeira, e com coração arrependido e contrito.

Entendo que, neste tempo, as igrejas do Senhor, de modo geral, estão vivendo as mesmas aflições, as mesmas lutas, os mesmos ataques do adversário vividos nos dos dias do profeta. A questão é: Por que a Igreja do Senhor está vivendo esse momento? Penso que a resposta pode ser para que voltemos aos princípios que Deus tem para a sua Igreja. Haja vista que fugimos muito, para muito longe, do propósito da Palavra. Estamos nos distanciando muito do propósito do Evangelho. O propósito do Evangelho, na sua essência, é a Salvação do homem; a restauração da alma do ser humano, não é esse evangelho mercantilista que vem sendo pregado, no qual se compra a benção, porém, a vida de pecado não se muda em nada.

Pela urgência de respostas às nossas aflições, esquecemos um tanto quanto da alma, e passamos a nos preocupar mais com o corpo, com o bem estar e com a segurança sem importar com a vida eterna. Quando agimos dessa forma, me parece agradar ao inimigo, que passou a atacar a igreja com mais intensidade, deixando-a fraca e vulnerável, a qual passou viver momentos de decepções. Não com Senhor, mas consigo mesma por não mais ver ou ouvir a voz de Deus.

O nosso imediatismo é que tem nos levado a pensar que as coisas não acontecem conosco. Então laçamos impropérios contra Deus, tais como: Deus não me ama, Deus não me ouve, Deus não me responde... Por quê? Insisto. Porque o que entendemos ser amor de Deus, e, como resposta de Deus é que nossa vida financeira está bem, nossa saúde física e emocional estão bem e, nossa vida social vai bem. Se essas áreas de nossa vida não vão bem, então, precipitamos em dizer que Deus não mais nos ama, não fala mais conosco. Imaginamos que Deus nos tem abandonado.

Mais do que em qualquer outro tempo, penso que precisamos voltar para essência do Evangelho, à simplicidade da Palavra de Deus, a pregar a mensagem restauradora. Voltar ao início da renovação espiritual quando a Igreja não tinha essa loucura espiritual que se tem hoje. A igreja de hoje tem muito movimento, falácia (belos discursos), mas pouca vida, pouca essência. Está faltando UNÇÃO na vida dos pregadores. Razão porque as conversões não são genuínas, porque as pessoas estão se convertendo apenas por interesse.  Não se convertem para responder ao chamado do Senhor. Não reconhecem o sacrifício de Jesus na Cruz. Não compreendem a mensagem do Evangelho.

A Igreja da atualidade perdeu muito da essência, e, não sei se é tarde para tentar recuperar o que fora perdido. Contudo, lembro-me do profeta Elias que, quando pensava estar só no seu ofício, Deus lhe disse que ainda existiam sete mil que não haviam se contaminado. Considerando esse fato, acredito que haja ainda quem não se contaminou com a loucura espiritual de nossos dias. Que façamos coro com esse povo.

Então passemos ao capítulo 2.1 ...
No primeiro momento Habacuque está se queixando, e eu quero entender que essa queixa é uma oração, ela pode soar mal ao nosso entendimento, parece um murmúrio, parece uma reclamação do profeta, mas é uma oração desesperada por mudança. É uma oração desesperada por um tempo novo na nação de Israel: Chega de sofrimento, chega de aflição, a nação precisa acordar, nós precisamos voltar a Deus. Enquanto isso, embora para Habacuque não parecesse,  Deus estava trabalhando para que o povo voltasse a Ele. Ainda que fosse os Caldeus o instrumento, um dos piores inimigos que Israel poderia ter; é esse povo que Deus levanta para restaurar a nação. Às vezes as perseguições políticas, as adversidades, os preconceitos são os acontecimentos que surgem, como instrumentos de Deus, para que a Igreja se levante para orar, para voltar a buscar a Deus. Por tudo que a Igreja tem vivido hoje, precisamos voltar a uma vida de oração.

Então Habacuque disse: depois de haver orado ficarei de sentinela, atento para ver o que Deus vai falar. Verdade é que Deus sempre fala. O problema é que estamos tão acostumados a ficar distante que não percebemos o que Deus está falando. Mas ele disse: “Vou ficar no meu posto”. E qual é nosso posto? Onde devo ficar para ouvir a voz de Deus? Em que lugar devo me postar. Penso que o posto de um salvo é no seu local de solitude (Solitude é o estado de privacidade de uma pessoa, não significando, propriamente, estado de solidão), o seu quarto, seu local de retiro. Local onde se põe sozinho, somente para ouvir a voz de Deus.

Onde será nosso local de solitude? Ou quando será que paramos para ter nossa solitude? Como exemplo de local de solitude posso citar a nossa Torre de Oração, onde entram os Gideões de Oração. Na Torre paramos uma hora para ter comunhão com Deus, ali se tem a solitude. E fora da torre, em nossa casa, onde é nosso local de estar a sós com Deus? Se quisermos "voltar ao início de tudo", "voltar à essência da adoração", como expressamos nas letras das canções, precisamos rever essas questões. Precisamos rever nossos princípios, achar nosso posto, local onde possamos parar e ouvir a voz de Deus. Ouvir o que o Senhor tem para nos falar, e saber com clareza o que Ele está falando.

Capítulo 3.2 - Habacuque está dizendo "ouvi" Senhor a tua palavra. Que palavra é essa que o profeta está dizendo ter ouvido? Habacuque esta dizendo exatamente isso: Deus vai pesar a mão sobre seu povo. Em tempo da Graça não queremos nem pensar na possibilidade de que Deus possa pesar sobre nós a sua mão. No tempo da graça, não queremos nem imaginar que Deus possa agir conosco como um pai que corrige seu filho, que o açoita para endireitar-lhes as veredas. Não... Deus é bondoso, Deus é amor. Mas me vem à memória a parte de um Salmo que minha esposa leu nesses dias, após um sonho, no qual o Senhor Jesus tocava na terra com seu cetro de justiça, o verso diz que "o reino de Deus é firmado em retidão e justifica”, e o que significa isso? Nada mais que Deus julgando nossos atos e nossa conduta diante d’Ele e dos homens.

Pois então, se queremos conquistas, se queremos vitórias, se queremos um tempo de restauração; a primeira coisa que temos a fazer é o que fez o profeta: Ir para diante do Senhor, ouvir a sua voz.  Em seguida, conhecer os desígnios do coração de Deus, ainda que tais desígnios nos apavorem, ainda que tais desígnios nos assustem, ainda que tais desígnios nos façam desfalecer diante do temor,  e nos posicionar em nosso posto para ouvir a voz de Deus, e há de ser que Deus em sua rica misericórdia, no tempo da sua ira, se compadeça de nós, nos ajude e restaure nossa sorte, e traga à igreja o reavivamento prometido. Porque o que nós queremos é estar avivados no Senhor. Eu creio que isso é o desejo do coração de Deus, e, todos nós queremos um avivamento com base sólida na palavra.

A Igreja vem vivendo, nessa última década, de muito "oba-oba". Muita euforia e pouca espiritualidade. Nunca a Igreja esteve tão fraca, nunca a Igreja foi tão envergonhada pelo inimigo como tem sido nesse tempo, nunca o povo de Deus passou tantas lutas e por tantas orações sem respostas como nos últimos tempos. E por quê? Porque a igreja não cresceu, ela inchou. Ela tem quantidade, mas perdeu a qualidade, ganhou poder político, mas perdeu o poder profético, ganhou poder financeiro, mas perdeu o poder da palavra. Precisamos urgentemente, voltar ao poder da palavra. Ao Pão, tão simples, água, farinha, fermento e sal, mas indispensável na vida do homem. Começamos nosso dia com um pedaço de pão, simples, mas um dos alimentos mais eficazes que possa existir. A Palavra de Deus também o é. Simples, mas poderosa, o alimento indispensável para a alma humana. 

Então, meus amados, que a palavra do Senhor, os desígnios, os juízos de Deus, estejam formados no vosso coração, e termino dizendo que a única coisa que o profeta pôde dizer diante de tanta injustiça social e tanto pecado no coração do povo, foi: "aviva Senhor a tua obra", ou seja: "os feitos que fizeste no passado repita-os hoje".

Não posso precisar os feitos de Deus nos dias do profeta, mas posso lembrar claramente dos feitos de Jesus nos dias da Igreja primitiva e nos dias do inicio do evangelho. Também posso relembrar os feitos de Deus nos dias de minha conversão, eram dias de salvação, curas, milagres e maravilhas!

Meus amados, são essas as coisas que povoam minha cabeça, descem ao meu coração. São essas coisas que gostaria que permeassem vossas vidas em 2013: Oração, ainda que uma oração desesperada, mas orar, orar e orar. Buscar de Deus misericórdia, porque o dragão assusta, todavia, pode ser instrumento de Deus para acordar um povo adormecido, para levantar um povo que deveria ter se levantado e brilhado, mas que apenas parte se levantou e brilhou. Outra boa parte permanece assentada sem brilhar. Uma boa parte da igreja tem lavado as vestes, mas outra continua a não dar importância ao que se tem ensinado.

O apóstolo Paulo nos advertiu dizendo que deveríamos viver hoje como se Cristo voltasse amanhã. Finalmente amados, que Cristo nos traga esse avivamento. Lembrando, porém, que nenhum avivamento chega à igreja se ele não começar no altar.  Avivamento não vem do átrio para altar, mas vai do altar para o átrio. Não adianta pregarmos mensagens de avivamento quando nós mesmos precisamos ser avivados.

Não falo de loucura espiritual. Falo de que, quando abrirmos nossa boca haja arrependimento no coração do homem. E isso somente será possível quando estivermos no posto onde Deus quer que estejamos: Na brecha, no local de solitude, com uma oração de suplica, uma oração de desespero, afim de que Deus possa mudar a nossa história.
Seja essa a palavra de Deus para nossa vida hoje, amanhã e nos dias que virão.
O final de tudo é: O JUSTO VIVERÁ POR FÉ.  Confia em Deus.

No reino e para o reino, vosso servo no Senhor,
Pr. Antônio José Ferreira

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